Autoria: Dr. Cadu Gazzinelli — Cirurgião plástico, CRM-MG 46604 · RQE 33588.
Resposta direta
Dor de cabeça pode aparecer por jejum, desidratação, mudança de cafeína, sono ruim, medicamentos ou anestesia, mas não deve ser explicada à distância sem considerar intensidade e sintomas associados. Avise a equipe se for forte, persistente, diferente do habitual ou acompanhada de vômitos repetidos, alteração neurológica, pressão muito alta, febre ou falta de ar.
No pós-operatório, vários fatores mudam ao mesmo tempo. A paciente pode beber menos água, dormir em posição diferente, suspender café e usar medicamentos novos. Cada um deles pode contribuir, mas a coincidência temporal não prova a causa. A cefaleia pós-operatória é descrita mesmo em cirurgias eletivas não neurológicas e pode se associar a diferentes fatores clínicos e anestésicos.[2]
Informações que ajudam a equipe
Informe quando começou, onde dói, intensidade, duração, se piora ao levantar e quais sintomas aparecem junto. Esses elementos ajudam a reconhecer o padrão da cefaleia.[1] Registre também medicamentos usados, pressão arterial se medida corretamente, náusea, febre, rigidez de nuca, alteração visual ou fraqueza.
Não repita analgésicos sem conferir
Medicamentos diferentes podem conter o mesmo princípio ativo. AAS e anti-inflamatórios também podem interferir no sangramento. Use apenas o esquema orientado e comunique falha do controle da dor.
Sinais de urgência
Procure avaliação imediata para dor súbita e muito intensa, desmaio, confusão, dificuldade para falar, perda de força, convulsão, falta de ar, dor no peito, rigidez de nuca ou vômitos persistentes.
Em resumo
Dor de cabeça pode ter causas simples, mas o contexto pós-operatório exige atenção. Descreva o sintoma e não improvise medicação.
Conteúdo educativo. Não substitui avaliação clínica nem as orientações do cirurgião responsável.



