Dr Cadu Gazzinelli

Cirurgia de mamas · Viçosa – MG

Reconstrução de Mamas

Cirurgia que reconstrói o volume e o formato da mama após mastectomia, com técnicas variadas conforme o momento e a condição de cada paciente.

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Reconstrução de Mamas

Em resumo

A reconstrução de mamas é a cirurgia que recompõe o volume e o formato da mama após sua remoção total ou parcial, geralmente por causa do tratamento do câncer de mama. Pode ser feita com implante de silicone, com tecido da própria paciente (retalhos) ou com a combinação das duas técnicas, e pode ocorrer logo após a mastectomia ou em um momento posterior. A escolha do momento e da técnica é sempre individual, definida junto à equipe de mastologia e ao cirurgião plástico.

Cirurgia de mamas — imagem ilustrativa

Material didático

Principais momentos cirúrgicos

Ilustrações sintéticas para explicar anatomia e planejamento. Elas não representam uma paciente, um resultado clínico ou um protocolo operatório individual.

Prancha sintética sobre planejamento e reconstrução volumétrica em quatro momentos
Prancha sintética sobre planejamento e reconstrução volumétrica em quatro momentos
Modelo abstrato mostrando cavidade, implante ou material próprio e fechamento na reconstrução
Modelo abstrato mostrando cavidade, implante ou material próprio e fechamento na reconstrução
Diagrama comparativo de opções abstratas com implante, retalho e combinação de materiais
Diagrama comparativo de opções abstratas com implante, retalho e combinação de materiais
Prancha esquemática comparando reconstrução imediata e reconstrução em etapa posterior
Prancha esquemática comparando reconstrução imediata e reconstrução em etapa posterior
Prancha didática sobre a etapa de reconstrução da aréola e do mamilo após a reconstrução mamária
Prancha didática sobre a etapa de reconstrução da aréola e do mamilo após a reconstrução mamária
Modelo sintético de planejamento de contorno e simetria na reconstrução
Modelo sintético de planejamento de contorno e simetria na reconstrução
Prancha sintética mostrando área doadora e transferência abstrata de tecido na reconstrução
Prancha sintética mostrando área doadora e transferência abstrata de tecido na reconstrução
Mapa didático das possíveis áreas de cicatriz conforme a técnica de reconstrução
Mapa didático das possíveis áreas de cicatriz conforme a técnica de reconstrução

Indicações

A indicação, o momento e a técnica são sempre definidos individualmente, em consulta conjunta com a equipe de mastologia e o cirurgião plástico, considerando o estágio da doença e o plano de tratamento oncológico.

Como é feita

A reconstrução pode ser realizada com implante de silicone, com tecido da própria paciente (retalhos, como os obtidos do abdômen ou das costas) ou com a combinação dessas técnicas. A escolha depende do tipo de mastectomia, da quantidade e qualidade de tecido disponível, de tratamentos associados (como radioterapia) e da avaliação conjunta com a paciente. Quando indicada, a reconstrução pode ocorrer no mesmo tempo cirúrgico da mastectomia (reconstrução imediata) ou em uma cirurgia posterior (reconstrução tardia). A reconstrução do complexo areolopapilar, quando desejada, costuma ser realizada em etapa separada, após a estabilização do formato da mama.

Segurança em primeiro lugar

O planejamento da reconstrução envolve avaliação conjunta entre mastologia, oncologia e cirurgia plástica, considerando o estadiamento da doença, tratamentos já realizados ou previstos (como radioterapia e quimioterapia), condições clínicas gerais e expectativas da paciente. Em alguns casos, a equipe pode recomendar aguardar a conclusão ou estabilização do tratamento oncológico antes de indicar a reconstrução, priorizando sempre a segurança e o sucesso do tratamento da doença.

Recuperação

De forma geral, a recuperação varia conforme a técnica utilizada — reconstruções com retalhos tendem a exigir período de repouso e cuidados mais prolongados do que reconstruções apenas com implante. O acompanhamento é feito em conjunto com a equipe oncológica, e o retorno às atividades cotidianas ocorre de forma gradual, conforme orientação médica e resposta individual de cada paciente.

Cicatriz: onde fica e como evolui

As cicatrizes da reconstrução de mamas dependem, em grande parte, da cirurgia oncológica prévia — o tipo de mastectomia realizado já define parte do posicionamento e da extensão das incisões — e também da técnica de reconstrução escolhida, seja com implante, com tecido da própria paciente (retalhos) ou a combinação das duas. Quando há retalhos, cicatrizes adicionais podem surgir na área doadora, como abdômen ou costas. A evolução de cada cicatriz é individual e acompanhada ao longo do tratamento, em conjunto com a equipe de mastologia.

Veja o guia geral sobre cuidados com cicatrizes

Dúvidas frequentes

A reconstrução pode ser feita na mesma cirurgia da mastectomia ou só depois?

Existem duas abordagens gerais: a reconstrução imediata, realizada no mesmo tempo cirúrgico da mastectomia, e a reconstrução tardia, feita em uma cirurgia posterior, após a conclusão ou estabilização do tratamento oncológico. A escolha entre elas depende do estadiamento da doença, da necessidade de radioterapia, das condições clínicas da paciente e de uma decisão conjunta entre a equipe de mastologia e o cirurgião plástico.

Toda mulher que faz mastectomia tem direito à reconstrução?

No Brasil, a legislação assegura direitos relacionados à cirurgia plástica reparadora da mama em situações de mutilação total ou parcial. Historicamente, a Lei 9.797/1999 tratou da reconstrução mamária no SUS em casos decorrentes do tratamento do câncer; normas posteriores, incluindo a Lei 15.171/2025, ampliaram essa proteção. A indicação, o momento e a técnica dependem de avaliação médica individual e da rede de atendimento disponível.

A mama contralateral (do outro lado) também precisa de cirurgia?

Em muitos casos, para buscar simetria entre as mamas, é necessária alguma intervenção na mama contralateral — como redução, elevação ou aumento com implante. Essa decisão é discutida caso a caso, conforme o tipo de reconstrução realizado e a anatomia da paciente, e pode ocorrer na mesma cirurgia ou em etapa posterior.

Quais técnicas podem ser usadas na reconstrução?

As principais opções incluem uso de implante de silicone, uso de tecido da própria paciente (retalhos, como os retirados do abdômen ou das costas) ou a combinação das duas técnicas. A técnica mais adequada depende do tipo de mastectomia realizada, da quantidade de tecido disponível, de tratamentos associados como radioterapia e da avaliação conjunta com a paciente.

A reconstrução atrasa ou interfere no tratamento do câncer?

A reconstrução é planejada em conjunto com a equipe de mastologia e oncologia, de forma a não comprometer o tratamento oncológico. Em alguns casos, a radioterapia ou outros tratamentos podem influenciar a escolha do momento ideal para a reconstrução, por isso essa decisão é sempre conjunta e individualizada.

A reconstrução inclui a reconstrução da aréola e do mamilo?

Sim, em geral a reconstrução do complexo areolopapilar (aréola e mamilo) é uma etapa possível dentro do processo, realizada separadamente, após a cicatrização e estabilização do formato da mama reconstruída. Nem toda paciente deseja ou necessita dessa etapa, e a decisão é sempre pessoal.

Referências

Dr. Cadu Gazzinelli

Conteúdo revisado por Dr. Cadu Gazzinelli — Cirurgião Plástico, CRM-MG 46604 · RQE 33588. Conheça o Dr. Cadu

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