Autoria: Dr. Cadu Gazzinelli — Cirurgião plástico, CRM-MG 46604 · RQE 33588.
Resposta direta
Uma elevação discreta da temperatura pode ocorrer no pós-operatório, mas o número isolado não define a causa. Momento, duração e sintomas associados importam para direcionar a avaliação.[1] Meça corretamente e avise a equipe diante de temperatura persistente, piora, calafrios, falta de ar, dor crescente, vermelhidão, secreção ou mal-estar importante.
“Febre baixa” é uma expressão imprecisa. Temperatura varia com horário, método de medição, ambiente e medicamentos. Por isso, informe o valor, local da medida e horário, em vez de apenas dizer que “está com febre”.
O que a equipe vai querer saber
Além da temperatura: tosse, falta de ar, dor para urinar, dor ou aumento de volume na cirurgia, vermelhidão, secreção, cheiro, calafrios, vômitos, uso de antitérmico e contato com pessoas doentes. Sinais da ferida precisam ser avaliados no contexto de prevenção e diagnóstico de infecção do sítio cirúrgico.[2]
Não esconda a evolução com automedicação
Antitérmico pode reduzir o número sem tratar a causa. Use o que foi autorizado e registre temperatura antes e depois. Não inicie antibiótico guardado em casa.
Quando procurar avaliação urgente
Falta de ar, dor no peito, confusão, desmaio, lábios arroxeados, piora rápida, calafrios intensos ou sinais locais importantes exigem avaliação imediata.
Em resumo
Temperatura discretamente elevada pode ser transitória, mas precisa ser interpretada no contexto. Meça, registre e comunique sinais associados.
Conteúdo educativo. Não substitui avaliação clínica nem as orientações do cirurgião responsável.



