Autoria: Dr. Cadu Gazzinelli — Cirurgião plástico, CRM-MG 46604 · RQE 33588.
Resposta direta
Constipação pode surgir por menor mobilidade, mudança na alimentação, baixa ingestão de líquidos e medicamentos, especialmente opioides. Não faça força intensa nem tome laxantes por conta própria. Avise a equipe, sobretudo se houver distensão crescente, vômitos, dor forte ou incapacidade de eliminar gases.
Depois da cirurgia, a rotina muda de uma vez. A paciente caminha menos, come diferente e pode evitar evacuar por medo de dor. Anestésicos e analgésicos também podem reduzir o movimento do intestino; os opioides são uma causa conhecida de constipação.[1,2]
Fazer força pode incomodar
Evacuar envolve aumento da pressão abdominal. Depois da plicatura e da abdominoplastia, esse esforço pode causar dor e sensação de tensão. Isso não significa que a pessoa deva adiar indefinidamente a evacuação: fezes mais ressecadas aumentam o problema.
O que costuma ser orientado
A conduta depende do histórico e dos medicamentos. Caminhadas curtas autorizadas, hidratação e alimentação adequada podem ajudar. Algumas pacientes precisam de amolecedor de fezes ou laxante, mas o produto e a dose devem ser confirmados, especialmente se houver doença renal, intestinal ou uso de outros remédios.
Quando não tratar como simples constipação
Procure orientação rápida diante de dor abdominal forte ou progressiva, distensão importante, vômitos, febre, incapacidade de eliminar gases, desmaio, sangue nas fezes ou piora geral. Esses sinais exigem avaliação e não devem ser tratados apenas com laxante.
Em resumo
Prisão de ventre é uma queixa comum após operações, mas precisa de uma estratégia segura. Informe os medicamentos em uso, evite esforço e combine com a equipe como hidratar, alimentar-se e, se necessário, usar medicação.
Conteúdo educativo. Não substitui avaliação clínica nem as orientações do cirurgião responsável.



