Autoria: Dr. Cadu Gazzinelli — Cirurgião plástico, CRM-MG 46604 · RQE 33588.
Resposta direta
O edema pode descer para a região do púbis depois da abdominoplastia, especialmente nas primeiras fases. Gravidade, inflamação e alteração temporária da drenagem contribuem.[2] A tendência deve ser de melhora. Aumento súbito, dor forte, vermelhidão, calor, febre ou um lado muito diferente do outro precisam ser avaliados.
A incisão fica acima do púbis, e os tecidos do abdome inferior foram mobilizados. O líquido do edema pode se acumular em áreas mais baixas, fazendo o monte pubiano parecer maior, firme ou assimétrico.
Nem todo volume é apenas edema
O cirurgião pode precisar diferenciar inchaço difuso de seroma, hematoma, infecção ou alteração preexistente do contorno. O momento de início, a velocidade de crescimento, a dor e o exame da pele ajudam nessa avaliação.
O que observar
Compare a evolução, não apenas uma fotografia. Anote se o volume aumenta ao longo do dia, se melhora com repouso, se existe dor, calor, vermelhidão, endurecimento localizado ou saída de líquido pela ferida.
Não aumente a compressão sozinho
Colocar espuma ou apertar a cinta sobre o púbis pode criar pressão excessiva. A evidência sobre compressão após abdominoplastia é limitada, e o ajuste deve ser orientado.[1]
Quando avisar
Comunique crescimento rápido, dor progressiva, pele muito tensa ou escura, febre, secreção, mau cheiro, abertura da cicatriz ou mal-estar. Falta de ar ou dor torácica exigem atendimento urgente.
Em resumo
O púbis inchado pode fazer parte da distribuição do edema, mas deve melhorar e ser acompanhado. Não faça drenagem forte nem acrescente compressão sem orientação.
Conteúdo educativo. Não substitui avaliação clínica nem as orientações do cirurgião responsável.



