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Qual o CID da Mamoplastia Redutora? Código N62, Laudo e Plano

Em resumo

No sistema de classificação médica, o código oficial da mamoplastia redutora por volume excessivo é o CID-10 N62 (Hipertrofia mamária), frequentemente pesquisado como CID N62. Conforme o Parecer Técnico nº 19/2024 da ANS, a cirurgia para correção de hipertrofia mamária não tem cobertura obrigatória no Rol de Procedimentos da agência. O CID documenta formalmente o diagnóstico no laudo médico, mas seu registro não confere autorização automática pelo plano, cabendo à operadora a análise contratual e dos critérios legais de excepcionalidade (como na ADI 7265 do STF).

Paciente fictícia conversa com médica sobre documentos e cobertura de uma cirurgia de redução mamária.
Paciente fictícia conversa com médica sobre documentos e cobertura de uma cirurgia de redução mamária.

O que é mamoplastia redutora

Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), a mamoplastia redutora é a cirurgia que remove parte da pele, da gordura e do tecido glandular para reduzir o volume das mamas. A indicação é individual e considera as características das mamas, a proporção corporal, o histórico de saúde, o exame físico e o impacto das queixas na rotina.

Mamas muito volumosas podem estar associadas a dor nas costas, ombros ou pescoço, marcas das alças do sutiã, irritação da pele e limitação de algumas atividades. Esses sintomas também podem ter outras causas. A cirurgia não oferece garantia de eliminar a dor.

Qual é o CID da mamoplastia redutora? Entenda o código CID-10 N62

No sistema de classificação internacional de doenças, o código principal que fundamenta a indicação clínica de mamoplastia redutora por volume excessivo é o CID-10 N62 (Hipertrofia mamária). Ele abrange tanto a hipertrofia mamária volumosa quanto casos severos de gigantomastia.

CIDs frequentemente associados no laudo médico

Além do código primário da mama, o laudo clínico frequentemente contextualiza os desdobramentos funcionais e posturais causados pelo peso excessivo das mamas, embasados por exames ou pareceres de outras especialidades:

O CID garante aprovação automática pelo plano?

O registro do CID-10 N62 é indispensável para padronizar o diagnóstico no laudo e relatório médico emitidos pelo cirurgião. No entanto, é fundamental esclarecer que o código CID isolado não garante a aprovação automática do procedimento pelo plano de saúde.

Segundo o Parecer Técnico nº 19/2024 da ANS, a cirurgia para correção de hipertrofia mamária não integra o Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde da agência com cobertura mínima obrigatória. Portanto, a autorização administrativa depende da segmentação do contrato e da avaliação de critérios legais de excepcionalidade (como as diretrizes fixadas pelo STF na ADI 7265).

Cobertura mínima obrigatória e mamoplastia redutora

De acordo com as regras vigentes quando este conteúdo foi revisado, o Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde reúne a cobertura mínima obrigatória dos planos regulamentados. A cobertura também depende da segmentação contratada, isto é, do tipo de assistência previsto no contrato do plano.

O Parecer Técnico nº 19/2024 da ANS informa que mastoplastia e mamoplastia são termos usados para cirurgias das mamas. Segundo o documento, a cirurgia para correção da hipertrofia mamária — aumento excessivo do volume das mamas — não consta do Rol e, portanto, não tem cobertura obrigatória pelo Rol. Essa situação é diferente das reconstruções mamárias relacionadas a tumores ou lesões traumáticas descritas no mesmo parecer.

Estar fora do Rol encerra qualquer possibilidade?

Não necessariamente. Estar fora do Rol não significa autorização automática nem dispensa a análise individual. Em setembro de 2025, ao julgar a Ação Direta de Inconstitucionalidade 7265 (ADI 7265), um processo usado para avaliar se uma lei está de acordo com a Constituição, o Supremo Tribunal Federal divulgou cinco critérios para tratamentos fora do Rol. Eles são cumulativos: todos os cinco precisam estar presentes simultaneamente para que o pedido possa ser analisado nesse enquadramento.

Mesmo com esses elementos, o caso precisa ser analisado. Uma indicação médica, sozinha, não equivale à autorização da operadora. Para entender o panorama mais amplo, leia também Plano de saúde cobre cirurgia plástica?.

Indicação médica e decisão de cobertura são etapas diferentes

Na consulta, o cirurgião avalia se existe indicação para a cirurgia e registra o que encontrou. A operadora, empresa responsável pela administração do plano, decide sobre a solicitação conforme o contrato e as regras aplicáveis. O relatório médico pode sustentar a análise, mas não obriga a autorização.

Não existe um volume ou uma gramagem isolados que definam a indicação clínica. A decisão considera em conjunto o volume mamário, a proporção com o restante do corpo, os sintomas associados, o impacto na rotina, o histórico de saúde e o exame físico.

Qual é o CID correspondente à hipertrofia mamária e como ele entra no pedido?

Na documentação clínica de mamas com volume excessivo, o diagnóstico de hipertrofia mamária corresponde ao código CID-10 N62.

A presença do CID-10 N62 no relatório médico cumpre a função de padronizar a classificação da condição identificada pelo cirurgião. No entanto, o código isolado não determina a cobertura:

O código diagnóstico, portanto, identifica a situação clínica no pedido, mas não substitui a avaliação dos documentos pela operadora nem garante aprovação automática.

A gramagem mínima garante a cirurgia?

Gramagem é a estimativa da quantidade de tecido mamário a remover. O Parecer Técnico nº 19/2024 da ANS não apresenta uma gramagem nacional que garanta cobertura. Esse número isolado não define a indicação clínica e não assegura autorização.

Como reunir e protocolar o pedido

Antes de abrir a solicitação, a paciente deve consultar a operadora sobre a forma de protocolo e as informações exigidas. Os dados fornecidos pela paciente descrevem seu histórico; as constatações médicas correspondem ao que foi avaliado em consulta; e as exigências administrativas são definidas pela operadora. Essas categorias não devem ser tratadas como se fossem a mesma coisa.

Depois do envio, é importante guardar o número do protocolo e pedir a resposta por escrito. Não existe uma lista universal capaz de garantir autorização. As informações devem ter finalidade legítima e corresponder ao que foi efetivamente informado, avaliado ou solicitado.

O que fazer diante de uma negativa

Peça a justificativa por escrito e guarde o protocolo. Se a dúvida persistir, consulte os canais de atendimento ao consumidor da ANS. Questões jurídicas devem ser avaliadas por um advogado; este texto não substitui orientação jurídica individual.

Para dúvidas sobre técnica, cicatriz e amamentação, consulte também Mamoplastia redutora ou mastopexia — cirurgia para levantar e remodelar as mamas: qual trata o quê? e Amamentação após cirurgia de mama.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica, administrativa ou jurídica individual.

Dúvidas frequentes

O plano de saúde cobre a mamoplastia redutora?

O Parecer Técnico nº 19/2024 da ANS informa que a cirurgia para reduzir mamas excessivamente volumosas não consta do Rol e não tem cobertura obrigatória pelo Rol. Uma solicitação fora da lista pode ser analisada segundo os critérios legais aplicáveis, o contrato e os documentos do caso, sem garantia prévia. A operadora, empresa que administra o plano, realiza a análise administrativa.

Como funciona o pedido de mamoplastia redutora pelo plano?

A indicação médica é definida em consulta. A paciente deve perguntar à operadora como protocolar a solicitação e quais informações são exigidas, guardar o número do protocolo e pedir a resposta por escrito. A indicação clínica não substitui a análise administrativa nem garante autorização.

Qual é o CID da mamoplastia redutora e ele garante cobertura?

O código oficial correspondente à indicação de mamoplastia redutora no CID-10 é o N62 (Hipertrofia mamária). Códigos secundários como M54 (dorsalgia/dor na coluna) podem constar nos laudos de apoio multidisciplinares. O CID identifica formalmente a condição de saúde no laudo médico, mas não confere autorização automática pelo plano de saúde. Segundo o Parecer Técnico nº 19/2024 da ANS, a cirurgia para hipertrofia mamária não possui cobertura obrigatória no Rol da agência, sendo cada pedido analisado individualmente pela operadora conforme o contrato e as regras legais vigentes.

Existe uma quantidade de gramas que garante a cobertura?

Não foi identificada no Parecer Técnico nº 19/2024 da ANS uma gramagem nacional que garanta cobertura. Gramagem é a estimativa da quantidade de tecido mamário a remover. Esse número isolado não define a indicação clínica e não assegura autorização.

O plano cobre uma prótese colocada junto com a redução?

A redução mamária e a inclusão de um implante têm finalidades e indicações próprias. Um componente estético não se torna automaticamente coberto por ser realizado na mesma cirurgia. A indicação é médica; a cobertura depende das regras aplicáveis e da análise da operadora.

A mamoplastia redutora resolve a dor nas costas?

Muitas pacientes com mamas muito volumosas relatam alívio de desconforto após a redução, mas esse benefício não pode ser garantido. Dor nas costas, ombros ou pescoço pode ter outras causas, e a avaliação pode exigir a participação de outros profissionais.

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Referências

Dr. Cadu Gazzinelli

Conteúdo revisado por Dr. Cadu Gazzinelli — Cirurgião Plástico, CRM-MG 46604 · RQE 33588. Conheça o Dr. Cadu

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